Edição atual · Trinca.08

Pioneiros da Distopia

Este é o ponto de origem das grandes distopias do século XX.

  • Quando o Desacordado Despertar — H. G. Wells
  • Eugenia — Eduardo Urzaiz (inédito no Brasil!)
  • O Tacão de Ferro — Jack London

A partir de R$ 39,90/mês  ·  4 boxes por ano

Conheça os autores

Três autores que viram o futuro

H. G. Wells

H. G. Wells 1866–1946

Filho de um jardineiro e de uma empregada doméstica, Wells cresceu sob ameaça constante de pobreza na Inglaterra vitoriana. Trabalhou como aprendiz e professor antes de conquistar bolsa para estudar biologia na Royal College of Science, onde foi aluno de Thomas Huxley — avô de Aldous Huxley. Considerado um dos pais da ficção científica moderna, é autor de clássicos como A Guerra dos Mundos (1898) e A Máquina do Tempo (1895).

Eduardo Urzaiz

Eduardo Urzaiz 1876–1955

Nascido em Cuba e radicado na Península de Yucatán, Urzaiz foi médico, psiquiatra e o primeiro reitor da Universidade Nacional do Sureste, hoje Universidade Autônoma de Yucatán. Formado sob o entusiasmo positivista do início do século XX, dedicou a vida à ciência e à construção do ensino superior no México pós-revolucionário — destacando-se como um intelectual que acreditava no poder transformador da ciência.

Jack London

Jack London 1876–1916

Autodidata e aventureiro, Jack London cresceu na pobreza na Califórnia e chegou a trabalhar como pescador, marinheiro e garimpeiro na Corrida do Ouro de Klondike. Essa vida errante moldou sua visão de mundo, marcada por desigualdade e luta pela sobrevivência. Um dos autores mais lidos do seu tempo, com obras-primas como O Chamado Selvagem, manteve sempre o olhar crítico sobre as estruturas de poder da sua sociedade.

Por dentro do box

Conheça o box da Trinca.08

Eugenia — Eduardo Urzaiz

Eugenia

Eduardo Urzaiz

Inédito no Brasil

É o século XXIII. A reprodução humana não depende mais do amor, e sim do Estado. Em Eugenia, a sociedade é organizada segundo princípios científicos rigorosos: os indivíduos são regulados como números de uma fórmula matemática, e a sociedade é governada por políticas eugênicas administradas com a mesma frieza de um laboratório. Tudo parece racional e estranhamente harmonioso.

Publicado em 1919, antes de Nós (1921), Admirável Mundo Novo (1932) e décadas antes de qualquer debate sério sobre engenharia genética, Eugenia é considerada a primeira distopia latino-americana.

O Tacão de Ferro — Jack London

O Tacão de Ferro

Jack London

Em 1908, Jack London imaginou um futuro distópico onde os Estados Unidos são dominados por uma oligarquia corporativa implacável que esmaga sindicatos, compra juízes, manipula a imprensa e destrói qualquer forma organizada de resistência popular. Narrado por Avis Everhard, esposa de um revolucionário socialista que ousou enfrentar o regime, o livro retrata uma democracia sendo completamente destruída.

Escrito décadas antes da ascensão do fascismo europeu, O Tacão de Ferro antecipou mecanismos de repressão, propaganda e concentração de poder que o século XX ainda veria nascer. Esta obra-prima da distopia moderna influenciou diretamente George Orwell e Evgeny Zamiátin.

Quando o Desacordado Despertar — H. G. Wells

Quando o Desacordado Despertar

H. G. Wells

Londres, 1897. Atormentado por uma insônia crônica, Graham sofre um colapso e adormece por duzentos e três anos. Quando finalmente desperta, descobre que sua pequena fortuna, multiplicada por juros ao longo de dois séculos, fez dele o homem mais rico do mundo. Mas o mundo que Graham encontra é uma metrópole monumental sustentada por uma cruel desigualdade.

Disputado entre os que querem usá-lo como figura de fachada e os que veem nele a centelha de uma revolução, Graham se torna o estopim de um conflito que pode reorganizar — ou destruir — toda a ordem que se ergueu sobre o seu sono. Escrito em 1899 e revisado pelo próprio Wells em 1910, O Despertar do Adormecido é reconhecido como um dos textos fundadores do romance distópico.

A Trinca.08

Você sabe como o nosso futuro começou?

1984, Admirável Mundo Novo, Nós… Essas são as grandes distopias responsáveis por moldar o imaginário do século XX sobre o futuro, e que todo mundo já conhece. Mas você sabe de onde elas vieram? Conhece quem imaginou o futuro antes delas?

A Trinca.08 — Pioneiros da Distopia reúne as três obras-primas que estão na origem da distopia moderna. Escritas entre 1899 e 1919, antes do fascismo europeu, antes da bomba atômica, antes de Orwell e Huxley, elas já haviam mapeado os três grandes eixos do pesadelo moderno.

Em O Despertar do Adormecido, H. G. Wells viu, em 1899, o futuro das megacorporações, da mídia de massa e do controle social pelo entretenimento, descrevendo uma civilização tão rica quanto vazia, tão tecnológica quanto opressora.

Já em O Tacão de Ferro, de 1908, Jack London previu a democracia sendo destruída por uma oligarquia de magnatas corporativos. Além disso, o romance tem o mérito de antecipar a estrutura dos regimes fascistas que surgiriam décadas depois.

Por fim, em Eugenia, escrito por Eduardo Urzaiz em 1919, o futuro da humanidade é o do controle dos corpos, o da biopolítica. Nesta sociedade, a ciência administra a reprodução humana com a frieza de um algoritmo — tornando o amor apenas uma falha em um sistema projetado para ser perfeito.

Três precursores. Três visões do mesmo abismo
que a Trinca.08 traz de volta, do passado, para o futuro.

Por que você vai querer

A Trinca.08 na sua estante

01

Obras fundadoras da distopia

Wells, London e Urzaiz escreveram antes de Orwell e Huxley e influenciaram diretamente o cânone distópico moderno. Ler a Trinca.08 é descobrir as origens de 1984 e Admirável Mundo Novo.

02

O pesadelo moderno num box

Controle dos corpos (Eugenia), oligarquia corporativa (O Tacão de Ferro) e tecnocracia alienante (O Despertar do Adormecido): juntas, as três obras cobrem a estrutura que marcaria as grandes distopias do século XX.

03

Eugenia, inédito no Brasil

Publicada no México em 1919, Eugenia nunca havia sido lançada em edição brasileira. A Trinca.08 apresenta ao leitor nacional uma obra pioneira — e perturbadoramente atual — da ficção científica latino-americana.

04

Projeto gráfico exclusivo

Edições com acabamento colecionável, brindes e materiais de apoio à leitura, num projeto gráfico do ilustrador Nelson Provazi, pensado para quem gosta de construir uma biblioteca com identidade.

05

Obras para o seu tempo

Biopolítica, vigilância tecnológica, concentração corporativa de poder, engenharia genética: o que esses livros imaginaram entre 1899 e 1919 parece, em 2026, uma descrição assustadora do nosso presente.

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